sexta-feira, 17 de abril de 2026
Sala de Situação - Segundo Semestre de 2024 A Crise e a Nova Governança Mundial - Parte 5 - Cesta de Notícias
Os Estados Unidos anunciam construção de mais uma base militar externa, na Argentina. Eles concentram em torno de 80% das bases militares estrangeiras no mundo, contando mais de 800, das quais quase 80 estão aqui na América Latina, e crescendo. O segundo lugar vai para o Reino Unido, que tem cerca de 150 bases fora do território. A Rússia tem menos de 50 bases e a China tem perto de 10.
A marinha brasileira faz um exercício militar conjunto com a marinha dos EUA, em nosso território, com a presença de navios de guerra deles, que estão a caminho da base de Yokosuka, no Japão. Muito perto de Taiwan e das Filipinas, onde os EUA também têm predomínio estratégico.
Além de fazer um exercício militar conjunto, das marinhas, das forças armadas brasileiras com as americanas, em águas brasileiras, o que por si só já é um absurdo sinal de submissão das nossas forças armadas aos EUA e ainda por cima tivemos que receber um pito da general comandante das ffaa deles, por causa de nosso comprometimento com os BRICS e especialmente com a China. Nada pode ser mais claro nem mais ultrajante para nós.
Na guerra da Ucrânia, até momento, foram desalojadas / deslocadas próximo a 7 milhões de pessoas. As mortes são estimadas em algumas centenas de milhares. Vastos territórios e estruturas produtivas e sociais foram e continuam sendo completamente destruídas. E os gastos estimados são de mais de 1 trilhão de USD, só na aliança ocidental. Gastos governamentais, como forma, inclusive, de investimento seguro, com demanda garantida, em suas respectivas indústrias bélicas. Na crise capitalista, liberal, a guerra tem um sentido absurdamente racional.
A Rússia seguiu avançando com a ocupação lentamente progressiva do território leste da Ucrânia. Mas, no início de Agosto, a Ucrânia, ao norte, invadiu pequena parte do território Russo.
Vão mandar mais armas e munições para a guerra da Ucrânia continuar por mais e mais tempo. Até o último soldado ucraniano.
O primeiro ministro da Eslováquia foi alvejado por tiros. Ele é pro Rússia.
A Georgia está em crise política porque o governo e o parlamento estão se realinhando cada vez mais com a Rússia. A crise está definitivamente instalada na região, com a nova ascensão de poder e influência russos e a resistência da OTAN e da UE. Esta é a real. E tudo indica que a guerra persistirá ali por muito tempo e sempre com grandes chances de se alastrar.
A França decretou estado de exceção na Nova Caledônia, para reprimir a revolta dos locais, por independência. Inclusive com a proibição da plataforma de mídia social Tik Tok. Que está em vias de ser completamente banida dos EUA.
A Corte Internacional de Justiça, da ONU, determina o término dos bombardeios em Rafah e Israel intensifica os ataques.
A continuidade do plano de limpeza étnica e do genocídio israelense contra os palestinos em Gaza, a intensificação das agressões na fronteira entre Israel e Líbano, e os ataques de Israel dentro do território iraniano, levaram à condição em que um conflito maior entre Israel e o Irã parece, agora, quase inevitável.
Uma tentativa de golpe de estado, com participação de mercenários americanos, foi oprimida na República do Congo.
Grande crise em Bangladesh com muita mobilização popular violenta, com mais de 300 mortes, conduziu à queda do governo. Difícil entender quais as forças em tensão lá. Tem componentes de fascismo e xenofobia e de revolta contra privilégios. Não podemos esquecer que se trata de um dos pontos de maior concentração de miséria no mundo atualmente.
Conflitos de grande proporção devido a manifestações antiimigrantes e antimulçumanos e contra manifestações antifascistas, no reino unido, ou, mais especificamente, na Inglaterra.
Incentivos à intensificação e ampliação das guerras internacionais e dos conflitos e guerras civis estão vindo de múltiplas direções.
Eleições na Venezuela abriram uma crise de grande proporções, mas por enquanto (08/24) ainda sem maiores danos por violência. China e Rússia reconheceram imediatamente a reeleição de Maduro. O Estado do Brasil se colocou na posição de certificador ou tutor internacional do resultado da eleição. Não me pareceu um bom movimento, mas, como sempre, agora, a opção pela paz nos favorece muito mais do que o impulso para a guerra. Se o Brasil contribuir para a solução pacífica, ficará bem. Talvez o melhor para atingir este resultado é ficar calado e aceitar o processo histórico do povo vizinho. Como a China nos ensina. Abre seu olho, cidadania.
Os governos da Nicarágua e depois o do Brasil expulsaram os embaixadores um do outro. Isto me pareceu absurdo demais. Isto é um absurdo. E se tudo isto significar uma tomada de posição, uma escolha de lado, do Brasil, no cenário geopolítico, é um erro, uma escolha do lado errado.
Os EUA prosseguem e aprofundam a guerra comercial contra a China. Trata-se, de todo modo, de uma tentativa anunciada de proteção e reativamento da indústria dos EUA e de um reconhecimento do poderio, do predomínio, ou da vantagem da produção chinesa.
Por seu lado, a China continua acelerando a redução do seu estoque de títulos da dívida americana. Nos últimos anos, se desfez de mais de 1 trilhão, em USD. A desdolarização da economia é francamente discutida e avança no cenário mundial.
A China já está realizando mais da metade de suas transações internacionais em moeda própria, ultrapassando pela primeira vez o USD.
Putin visitou a China, pela segunda vez em 6 meses. 90% do comércio entre eles já é feito nas moedas próprias e não em USD.
A China patrocinou uma aliança ou reconciliação entre os diversos grupos de poder da Palestina.
Fevereiro de 2025
Seguindo os passos do recém eleito presidente dos EUA, o liberal extremista que preside a Argentina, também resolveu confrontar as instituições internacionais, o Sistema ONU, especificamente, retirando-se da OMS, por divergência com relação à politica sanitária da instituição de saúde pública mundial.
Isso se alinha perfeitamente com a postura estratégica de desqualificação das instituições internacionais, de combate às estruturas normativas internacionais e com a ideologia nacionalista e anti globalista que marcam o bloco liberal e fascista atual.
Isto destaca também o caráter absolutamente estratégico da questão sanitária ou epidemiológica no mundo globalizado: a prevenção e controle de epidemias e pandemias, incluindo a vacinação e as medidas de controle, assim como a classificação e o controle de qualidade e acesso a drogas em geral e medicamentos em específico são, com certeza, temas maiores da organização social, de repercussão estratégica mundial.
E, portanto, este também é será um tema estratégico para o combate ideológico atual que, centralmente, como eu tenho reiterado, é, ainda, o combate entre a doutrina liberal e seu extremo fascista e a doutrina socialista, incluindo aí a sua via social democrática.
Assim como também são temas estratégicos de igual ou ainda maior relevância a nível global, mundial: a questão ecológica, a questão da guerra e as questões de fronteira já visíveis do desenvolvimento científico e tecnológico, desde, antes que tudo, a continuação dos processos de mecanização e automação da produção, assim como de sua integração entre os mais diferentes países e regiões, até os aspectos da própria produção de conhecimento e a questão da informação e comunicação.
Obviamente todas estas questões estão entre si relacionadas e são inter determinadas.
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