terça-feira, 1 de março de 2022

A GUERRA CONTINUA A ECONOMIA POR OUTROS MEIOS, IDIOTA.

 A GUERRA CONTINUA A ECONOMIA POR OUTROS MEIOS, IDIOTA.

É a economia que comanda o mundo capitalista, ou você não sabe disto? Só mesmo se você for um idiota, como dizem.

Pois bem, dizem também que uma guerra continua a política, por outros meios. Mas o que a gente vê com um pouco mais de perscrutação é que a guerra também, e de modo sobre determinante, continua é o trabalho da economia, por outros meios. 

A guerra rompe, de forma brutal, cadeias de produção e torna ainda mais difícil a realização de riquezas, dos investimentos e reduz o desenvolvimento. Uma grande guerra queima verdadeiramente capital humano e físico em larga escala e, ao fim, promove uma violenta reestruturação da economia.

Mas, a ruptura das cadeias de produção, a quebra e até o descarte completo de setores inteiros da economia, com os seus corolários de desemprego, pobreza e reestruturação da produção, isto é o trabalho das crises econômicas nas sociedades capitalistas.

A guerra faz, portanto, o trabalho que as grandes crises econômicas capitalistas, de um modo ou de outro têm que fazer. A grande guerra é de fato uma “solução final”, até esperada, para estas grandes crises econômicas capitalistas.

Sim, a guerra absurda, tão violentamente irracional, assim como tem sido a absurda resposta ocidental à pandemia, estão servindo como instrumentos destas forças econômicas, desta necessidade insuperável de destruição econômica que se forma nas grandes crises da economia capitalista globalizada. 

A guerra da Ucrânia, mesmo que permaneça restrita e seja rapidamente resolvida, certamente já vai provocar uma desaceleração na economia mundial, que já está combalida pela pandemia, e tornar as condições de vida ainda mais difíceis em vários locais do mundo, muito além dos territórios em conflito.

E, com certeza, esta guerra da Ucrânia prepara, ou, aumenta em muito o risco de guerras maiores. Um resultado líquido disto tudo é que agora já entramos em um novo nível de confronto entre algumas das maiores potências militares do mundo. A retórica e o conteúdo imperialista surgiram de novo na cena europeia e mundial. A própria Alemanha encontrou, com isto, uma justificativa suficiente para o seu re armamento, a formação da sua força militar própria. Estamos semeando guerra, plantando guerra, com certeza. Não é de se esperar que a colheita seja de paz.


QUANDO A NECESSIDADE ECONÔMICA FALA

Olha, se você tem alguma dúvida sobre a natureza desta guerra e de como se posicionar em relação a ela? Tenha tranquilidade, neste momento difícil. Trata-se, mais uma vez no mundo, de uma guerra inter imperialista, e quem está do lado da dignidade humana não tem obrigação de estar em qualquer dos lados que se enfrentam em uma guerra inter imperialista, a não ser, ao contrário, no lado contra a guerra. 

Por enquanto, considere o 

que os representantes do Estado chinês têm manifestado até agora: “Estamos observando tudo isto atentamente”.

Nós, realmente, não temos que estar de lado algum nas guerras entre as potências imperialistas. Ao contrário, nós somos contra essas guerras. Certamente elas não são as nossas próprias guerras.

A nossa luta é pela construção de um presente e futuro mais humanos, mais dignos para todos nós e nossos filhos e não em favor de um império contra outro ou vice versa.

Nosso combate agora, com certeza, é para conseguirmos realizar a transição para além do sistema social atual da forma menos dolorosa o possível. 

É muito necessário compreender que já esta transição já está em curso, com todos os longos sofrimentos de um verdadeiro trabalho de parto histórico.

Apenas a guerra da Ucrânia, como está hoje, será insuficiente para promover as reestruturações que a economia capitalista mundial ainda precisa. Mas já é, assim como a pandemia tem sido, mais um instrumento para o esclarecimento mundial de que é necessário inverter o sentido que a economia  tomou a partir dos anos 80 do século passado: o caminho de mais capitalismo, o caminho da redução dos controles ao capital, em nível global e dentro das mais diversas nações. 

Na década de 80 a vitória do liberalismo era necessária devido aos entraves à economia mundial que representavam os limites impostos pelos Estados nacionais, seja no tocante à circulação de bens e capital inter nacionais, seja no tocante às relações de produção e trabalho e na distribuição de riquezas, no interior de cada país. Precisamos compreender que esse momento de re liberalização, ou, neoliberalismo, é característico do movimento de pêndulo do sistema da economia mundial capitalista no processo de sua superação, de sua transformação socialista. 

Como era de se esperar, esse momento de re liberalização, ou, neoliberalismo, da economia mundial nos trouxe até esta situação de imensa concentração de riqueza no interior dos países, empobrecimento relativo e absoluto de massas, crises econômicas insolúveis e, por fim, a ameaça concreta, hoje quase inevitável, de grandes guerras.

Mas, agora já está ficando claro, mais uma vez, que o caminho de mais liberalização capitalista resulta em mais concentração de riquezas, crises econômicas progressivas e, no limite, em guerras, como solução final para estas crises. 

O novo movimento do pêndulo também já está em curso, um novo movimento no sentido do socialismo, no sentido da regulação e controle social sobre as forças econômicas da própria sociedade. Para quem consegue ver, já está claro que quem tem se fortalecido e seguirá se fortalecendo, como consequência dessa sequência de crises, é a alternativa de maior planejamento, regulação e controle públicos, sobre o poder do capital, sobre o poder das corporações, sobre o poder do mercado. É a via socialista.

Como foi nas décadas de pós guerra no século passado, estamos, já, em uma nova etapa de socialização da economia capitalista mundial. Ainda sem condições de completar o controle social, público, coletivo sobre a economia. Ainda em contradição com a própria natureza privada e destrutiva da economia capitalista. Ainda sofrendo as dores do trabalho de parto. 

Mas, agora, já com o aprendizado histórico do que foram as guerras inter imperialistas dos séculos XIX e XX. 

E, além disto, o que é radicalmente diferente agora e também pode nos dar melhores expectativas ainda, é que a grande potência emergente agora não é mais uma potência imperial capitalista. É, justamente ao contrário, a grande potência socialista mundial, a China. E, propriamente por ser socialista, podemos esperar que ela não vai entrar em nenhuma guerra expansionista. 

Mais uma vez, diante dos absurdos da economia social capitalista imperialista, comparativamente, por perder menos, a China sairá mais forte com a(s) guerra(s), assim como está saindo mais forte, por perder menos, com a pandemia. 

E, com a China, se fortalece a via socialista que é mesmo o caminho necessário no momento.

domingo, 16 de janeiro de 2022

PROTOCOLO DE CERTIFICAÇÃO AUTÔNOMA DE PRODUTOS DE CANNABIS

 

PROTOCOLO DE CERTIFICAÇÃO AUTÔNOMA DE PRODUTOS DE CANNABIS

Como muitos de vcs já sabem, sou médico e prescritor de produtos de cannabis (maconha) para uso medicinal.

A grande maioria dos meus pacientes usa produtos artesanais não controlados pela Anvisa. Não estamos buscando este controle, mas temos a necessidade de melhor padronização e informação sobre os produtos que os pacientes estão usando.

Por isso abrimos, na internet / redes sociais, a discussão em torno de um protocolo de certificação de produção e produtos de canabis para uso Terapêutico / Medicinal aqui no BR.

E chegamos à ideia de um modelo autônomo, estabelecido por nós mesmos, com as seguintes linhas gerais:

A. Teste de Principais Canabinoides ( THC / CBD) .

Uma vez por trimestre ou por semestre.

Selo *

+

B. Teste de Contaminantes

Uma vez por semestre ou por ano

Selo**

+

C. Vistoria de produção orgânica

Uma vez por ano ou de dois em dois anos.

Selo***

ESTOU PEDINDO A TODO MUNDO COM QUEM ESTAMOS EM PARCERIA, OU QUE QUEIRA FAZER ALGUMA PARCERIA ASSIM, PARA INDICAÇÃO DOS SEUS PRODUTOS, QUE INICIEM A TESTAGEM REGULAR DE SEUS PRODUTOS, BUSCANDO SEGUIR PELO MENOS O NÍVEL A: Testagem regular dos principais canabinoides. Mas se puder realizar TB os níveis B e C é o melhor.

Quem se interessar, entre em contato.


domingo, 10 de outubro de 2021

O CAMINHO DO MUNDO PARA O SOCIALISMO


O CAMINHO DO MUNDO PARA O SOCIALISMO
Na sociedade capitalista há uma tendência espontânea à concentração de renda e de poder econômico. É para onde nos leva o livre mercado, de modo inexorável. Mas esta tendência é contraditória em relação à própria dinâmica essencialmente expansiva da economia capitalista, que necessita, para tal, do consumo de massas crescente. E as crises sistêmicas periódicas das economias capitalistas estão estruturalmente vinculadas a essa contradição. Essas crises de realização do capital levam à quebradeira em vários setores, demissões, desemprego, maior empobrecimento e revoltas. Essas crises ocorrem periodicamente pela desorganização estrutural da economia capitalista e, nesta economia, são mesmo necessárias, inevitáveis, em toda transição tecnológica, 
Mas, mesmo nestes casos de grandes mudanças tecnológicas, as crises podem ser parcialmente evitadas, controladas, reduzidas, em sua duração e em sua intensidade, e mitigadas em suas consequências. De fato, as crises econômicas do capitalismo, especialmente as grandes crises, desde o século passado, ou até mesmo desde um pouco antes, são as grandes promotoras da ascensão da social democracia, do keynesianismo, enfim, da intervenção e regulação estatal da economia e das medidas de proteção social.
O período após a crise de 29 e, principalmente, após a segunda guerra mundial exemplifica bem o que eu estou dizendo. 
Ocorre que, depois de corrigidos os aspectos mais perversos da economia capitalista e da distribuição de riqueza e poder sociais, as tendências espontâneas de concentração do mercado capitalista terminam encontrando um caminho para voltar a prevalecer. É o momento do grito por liberdade dos burgueses, dos capitalistas, dos rentistas, dos ricos. Querem mais liberdade para poder empreender e concentrar mais e mais riqueza e poder, sem restrições impostas por regulamentações e intervenções públicas. E, por um tempo, estas novas liberalizações resultam em ganhos de desenvolvimento, destravando nós burocráticos e legais e permitindo uma nova dinamização da economia. Mas, logo estes ganhos encontram limites na desordem estrutural da produção capitalista e, cada vez mais, na própria concentração crescente da renda que resulta da liberalização.
Foi assim desde os anos 80 do século passado. 
Todo este período de lá para cá tem sido caracterizado pelo longo aumento da concentração de riqueza nos principais países. Período que, politica e ideologicamente, tem como marca principal a revivescência da política econômica liberal. E, no seu limite contraditório, na emergência e na vigência da grande crise econômica mundial, a revivescência do fascismo. Observou-se isto nos EUA, em diversos países da Europa e outras regiões e, por fim, com esse verme fascista no poder aqui no BR. É a doutrina do poder capitalista sem limitação, é a força estúpida do poder econômico capitalista tentando se fazer valer sem contraposição, sem contrapesos. 
O resultado líquido disso é, obviamente, mais concentração de riqueza e poder por um lado e mais empobrecimento e ignorância nas massas, além da destruição desenfreada do meio ambiente no planeta. E isso só pode levar ao aprofundamento das crises econômicas. De fato, agora, estamos em crise mundial desde 2007. E não há solução para estas crises no liberalismo, a não ser de forma catastrófica, com grande empobrecimento das massas e grandes guerras internacionais. como foi na primeira metade do século passado. Não há nada que se estranhar no fato de que, na fase mais extrema das grandes crises, o liberalismo tome o conteúdo fascista, obscurantista, regressivo, xenofóbico e beligerante. É, na verdade, o caminho natural dessa política diante das grandes crises econômicas.
A nossa esperança em evitar estes resultados mais catastróficos, na atual grande crise da economia mundial, está no aprendizado histórico e, consequentemente, na retomada do caminho socialista no mundo.
A depender dos resultados finais, essa pandemia e o aprendizado histórico talvez evitem essas grandes guerras. Uma pandemia como a atual e as grandes guerras cumprem os papéis fundamentais de queimarem grandes quantidades de capital excedente e reordenarem aceleradamente certos aspectos do modo de produção no mundo. O que teria mesmo que ser feito. Com o peso de fenômenos naturais, contra os quais não se pode contrapor. Assim se abre o caminho para a retomada da economia em novos patamares. Mas, na verdade, nada há de natural aí. Trata-se da necessidade econômica, social, se impondo, pelos meios necessários, em meio a irracionalidade, à estupidez da sociedade capitalista. É óbvio que uma pandemia é, em sua origem, um fenômeno natural, mas a resposta dos diversos países não. E foi através da resposta estranha, absurda, irracional, que a maior parte dos países ocidentais deu à pandemia, que a recessão e a reestruturação das formas de produzir pode se impor como se fosse uma necessidade natural. De fato, é apenas a necessidade econômica imperativa que pode explicar como os principais países do mundo ocidental responderam à pandemia com tamanha irracionalidade política e social e ineficiência técnica, ao ponto de rejeitarem os recursos de eficiência comprovada (testagem e isolamento dos casos e contatos) optando por estratégias menos eficientes e mais recessivas. Talvez nada seja mais exemplar dessa irracionalidade social e política na resposta à pandemia do que a grande rejeição à vacinação que ainda está presente na maioria dos países ocidentais. O efeito disto tudo é apenas aprofundar as consequências necessárias devido à crise econômica que a pandemia trouxe “naturalmente”: a recessão e a reestruturação da economia.
Talvez, realmente, estes efeitos, o aprendizado histórico anterior e a emergência da China socialista como principal potência mundial sejam suficientes para evitar o pior, para se evitar que a crise econômica seja resolvida apenas através de grandes guerras mundiais. Mas, enfim, seja como for, com ou sem as grandes guerras chegaremos, estamos chegando, à situação em que as condições sociais ficam tão ruins, tão desesperadoras, que o sistema passa a aceitar e demandar mais socialismo. Mais controle e regulação estatais e mais proteção social. E teremos então, de um jeito ou de outro, um novo crescimento da social democracia no mundo. E é isso que está acontecendo agora e é isso que tem mesmo que acontecer.
O fascismo Bolsonarista no BR é, hoje, uma das poucas persistências no poder deste liberalismo despudorado, sem vergonha mesmo. E a persistência desses bandidos, sem caráter algum, nem limite nenhum, no poder é o caminho mais longo e penoso para o BR e para o mundo. É a resistência estúpida e inútil ao avanço socialista necessário e inexorável, goste quem gostar, queiram ou não queiram. Só a social democracia (que é socialismo) pode conduzir a humanidade por um caminho de menor violência e de controle das crises, com melhora da dignidade para as pessoas comuns.
Essa retomada social-democrata, socialista, enfim, necessariamente vai acontecer agora. Está acontecendo, basta ver os resultados das últimas eleições na Europa e as novas regulamentações na economia chinesa. E o BR dos fascistas irá para o passado junto com as outras aberrações fascistas como o trumpismo. Veremos.
A averiguar o quanto de destruição, empobrecimento e guerra ainda vai ser necessário pra essa nova retomada da socialdemocracia se consolidar completamente no mundo.
Mas não vamos confundir. Social democracia e socialismo ainda são formas de capitalismo. Logo, as tendências e necessidades naturais da economia capitalista vão se apresentando de novo. E o grito pela liberdade dos poderosos se fará ouvir novamente no futuro. Ou seja, não será agora que o liberalismo e sua face mais tosca e virulenta (o fascismo, a xenofobia, o belicismo, a destruição desenfreada da natureza etc.) será completamente derrotado na história. Mas, se passarmos por essa crise atual sem as grandes guerras, já será um grande passo de aprendizado histórico da humanidade. E, se assim for, qualquer ressurgimento do liberalismo, daqui uns 30 a 50 anos, deverá ser bastante atenuado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

O AMOR VERDADEIRO, É LIVRE! OUVIU, BB?

Mas olha, parece claro que todas as grandes culturas, as realmente predominantes no mundo hoje, são culturas da família e, portanto, têm suas religiões e outros recursos ideológicos hegemônicos assentados na defesa, na sustentação e na afirmação da família. Da família tradicional, da família civilizada ou moderna, se você quiser. A família nuclear, composta por um casal de pais e seus filhos. A família fundada no casamento monogâmico duradouro ou permanente. 

É assim na Índia e na China como nos EUA, Europa e Rússia, pra gente perceber o quanto isto é a forma predominante na atualidade. E está profundamente arraigada nestas culturas, sendo o valor da família, certamente, um dos principais fundamentos das doutrinas de Confúcio assim como de Cristo, por exemplo. 

E é bem óbvio que esta forma familiar de organização da reprodução da vida, da sexualidade e da criação dos filhos. é eficaz nesses aspectos. E também é muito adequada ao mundo capitalista. Enfim, essas unidades vitais, são privadas, né?, e, portanto, entre elas parece natural se estabelecerem as relações de competição privada capitalista.

Com certeza, portanto, toda e qualquer grande alteração no curso social da humanidade tem também que atingir e abranger, e de fato está abrangendo, a questão da família, ou, as questões de ordenamento da sexualidade e da criação das crianças. Mas, quem se contrapõe, quem diverge e quem contesta essa forma tradicional de organização da reprodução da vida humana tem contra si essa barreira cultural trans histórica global que parece ter a força de um fato ou condição inexorável e inquestionável da vida humana.

Como eu posso contestar, me contrapor e negar, algo tão sagrado e aparentemente tão necessário que chega mesmo a ser aparentemente impossível ou, certamente, “anti-natural” contestar? E logo eu que tive a minha vida amorosa sempre marcada por crises e escândalos, eu que, portanto, talvez não possa ser exemplo para ninguém, como eu posso me arvorar a criticar e pretender corrigir fundamentos centrais de Cristo e Confúcio, ao mesmo tempo? Fundamentos de toda a civilização? Eu não sei. O único que eu posso dizer sobre isto é que eu estou vivo agora e dou o meu testemunho verdadeiro.

E o meu testemunho verdadeiro é que eu sinto e penso, no fundo da minha razão e do meu coração, que a família nuclear e a monogamia não são mesmo a melhor forma de organização básica da reprodução da vida humana, da sexualidade e da criação das crianças. Eu realmente penso e sinto que o melhor é a vida coletiva, comunitarista, de liberdade e respeito mútuos. A vida comunitária, sem famílias, ou com toda e qualquer forma de família, mas vida coletiva realmente, com liberdade sexual para os adultos e responsabilidade coletiva sobre as crianças. Realmente eu creio que isto é o mais humano. Com certeza atende melhor aos predicados fundamentais da humanidade, da própria inteligência e consciência humanas: a liberdade individual e a vida social.

Os conservadores em geral certamente pensam mesmo que a família nuclear, privada, monogâmica é uma forma natural, espontânea de organização básica da vida humana, da criação das crianças e da sexualidade dos adultos. Mas de fato não é. Nem é lícito falar de forma natural em se tratando da cultura, mas, se se fosse dar esse título seria à forma tribal e não à familiar. Sim antes da humanidade se organizar em famílias em geral se organizou em tribos, onde havia tanto uma sexualidade mais livre quanto responsabilidade coletiva dos adultos sobre as crianças. E, se a família é a forma mais apropriada para sociedade capitalista, certamente a vida comunitária e o amor livre são, idealmente, e serão na prática mais apropriados para a nova sociedade que está se formando. 

Mas, eu nunca procurei nenhuma comunidade assim jamais na minha vida, pra viver lá. E acho que nunca vou procurar. Principalmente porque não vejo como esse ser o caminho real de transformação, de formação de nova cultura humana. Então, com toda a contradição, toda a dor de viver sempre um tanto muito desajustado, eu fiz essa escolha de tentar mudar aqui por dentro da realidade geral e não fugindo dela. Esse é um dos aspectos em que se aplica um lema que uso com alguma frequência: “É dentro do sistema e contra o sistema”. Posso estar errado e ainda me decidir a procurar uma comunidade ou tentar criar uma e viver mais de acordo comigo mesmo. Mas acho que isso não vai acontecer. Vou continuar nessa contradição até morrer. E é certo que, do outro lado, as forças conservadoras, no mundo todo, sempre estarão em defesa, real ou hipócrita, da família, como esta unidade fundamental e inquestionável. E será assim por um longo tempo. As transições neste campo são, certamente, lentas e não atendem à dinâmica política ou a ações revolucionárias. É a vida vivida se fazendo e transformando.

sábado, 26 de junho de 2021

CARTA ABERTA PRA UMA BOLSONARISTA


Não tenho candidato. Sou completamente contrário ao sistema representativo eleitoral. Mas tenho prazer em denunciar os fascistas. 

E você, conscientemente ou não, apoia o fascismo.Talvez você não faça ideia do poder destrutivo trans secular do fascismo. 

Abre seu olho. Olha pro seu lado. São seres humanos, todos nós somos seres humanos. Não é certo o domínio, a opressão e a violência contra parte de nós, como se isso fosse natural ou moral.

Não é certa a opressão e a violência contra favelados, contra mulheres, contra negros, contra índios, contra gays, contra trabalhadores em geral. A gente devia é estar completamente cansado e nauseado de conviver com isso. E estar empenhado com todas as energias pra acabar com esta miséria e opressão constantes na nossa sociedade. Mas não, vocês se mobilizaram, conscientemente ou não, pra aumentar isto. Vocês elegeram e continuam apoiando o fascismo no poder. E os resultados estão aí.

Eu vou considerar que você está nesta como o sujeito enganado e roubado num 171. Você foi tão ingênua que não viu que estava elegendo e continua apoiando um parasita que nunca trabalhou e que montou uma quadrilha familiar que rouba o país há mais de 30 anos. Envolvendo a mulher, as ex-mulheres, irmão e os filhos. Entre outros parentes. Todos mamando nas tetas do nosso trabalho. Por décadas. Com um esquema de funcionários fantasma. As pessoas fingiam que trabalhavam e a quadrilha fica com a grana. Por décadas. Você fingiu que não sabia e continua fingindo que não sabe. É assim mesmo no 171, a pessoa vê mas não consegue enxergar. Pq não quer.

E você também não sabia que esse pessoal, essa quadrilha familiar é ligada a milícias, facções criminosas com grande presença de ex-policiais, com tradição em extorsão, grilagem de terras, construções e comércio clandestino, tortura e assassinatos? Você sabia disto mas fingiu e continua fingindo até agora q não sabe. Ou que isto não tem importância.

Bom, você abraça o fascismo, você o apoia, esse é um problema moral seu. Avalie, sem medo, sem qualquer terror religioso, avalie com sua consciência de ser humano, é isso mesmo q vc quer?

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O CRIME DA CLOROQUINA 2

 

No depoimento da colega epidemiologista  e infectologista, Dra Luana Araújo, ontem à CPI da Covid, mais uma vez eu senti que, apesar de tudo, eu não estou sozinho na percepção da realidade.

A colega, como, antes dela, os ex ministros da saúde Mandetta e Teich, todos acentuaram que tinham a testagem em massa, dentro de um programa de vigilância epidemiológica, como sua estratégia central no controle da epidemia, antes da vacinação em massa.

A pergunta então é: pq não implementaram nada neste sentido até agora?

A resposta é simples: o governo Bolsonaro apostou na falsa estratégia do tratamento precoce. Eles vivem de mentira e acreditam que podem lidar com qualquer coisa na base da enganação. Deu no que deu. E para mim esse é o verdadeiro CRIME cometido nesta epidemia. Ao vender para população a ilusão de um tratamento eficaz foi incentivada a exposição descuidada e a disseminação da doença. E a estratégia central para o controle da epidemia, corretamente identificada pelos técnicos do MS, simplesmente foi esquecida, foi totalmente negligenciada.

A estupidez e a má fé, o caráter de estelionatários e bandidos  em geral, que domina este governo, os impediu de empregar o único método que nos permitiria ter a atividade social e econômica de volta com a epidemia controlada, antes da vacinação.

Optaram, como é característico deles, pela mentira, pela enganação.

A FARSA DO TRATAMENTO PRECOCE É REALMENTE CRIMINOSA

 

A Dra Nise, que ontem falou à CPI, é uma pilantra. Desculpem falar sem pudor assim de uma colega. Mas a situação impõe. 

Todo médico deve mesmo ter liberdade de prescrição. Mas tem que ter responsabilidade sobre o que faz, sobre o que prescreve. E esse pessoal é totalmente irresponsável.

A farsa da Cloroquina (e do kit todo) para o tratamento precoce da Covid é absolutamente criminosa. É de uma irresponsabilidade absurda. Os dementes, além de não ajudarem em nada os doentes, ainda podem provocar efeitos colaterais graves neles e, o que é realmente criminoso, induzem as pessoas a se exporem mais ao contágio e à disseminação do vírus, com a falsa impressão de q tem um tratamento precoce eficaz.

ISSO É REALMENTE CRIMINOSO. 

Não se pode responsabilizar todos os médicos que foram induzidos ao erro. Mas quem os induziu.

A começar do Bozo, mas pegando toda a quadrilha. A Capitã Piroquina, a Nise Tamagochi, o Osmar Enterra etc...Todos que tiveram poder de influência e decisão na estratégia homicida do ministério da saúde do BR devem ser punidos.

Quem me acompanha nas redes sabe que eu nunca fui a favor do isolamento generalizado, horizontal como dizem. Especialmente sou radicalmente contra a ideia alardeada de que apenas essa estratégia levaria ao controle da epidemia. Isso é falso. E a maioria das experiências exitosas comprova isto sem dúvidas.

A estratégia correta não é o isolamento horizontal nem o vertical, mas o simples e óbvio beabá da vigilância epidemiológica: testar e isolar os positivos. Isolar quem pode transmitir e não toda a população. Isto é o que foi feito, por exemplo, no Vietnã e na favela da maré. Assim se obtém o controle da epidemia sem paralisar a vida social e a economia. Aliás, o Vietnã cresceu 3% ano passado.

Uma coisa é debatermos a estratégia correta. E outra coisa completamente diferente é inventar uma farsa e estimular milhões de pessoas a se contaminarem e transmitirem a doença. 

Mas, mentira, enganação, farsa e hipocrisia estão nos genomas de membros de facção criminosa, como a família Bolsonaro, milicianos, médicos trambiqueiros, líderes religiosos, policiais e militares em geral.