A crise e a cisão na sociedade brasileira são estruturais, profundas, de dimensão certamente semelhante àquela que resultou no golpe militar e na ditadura dos inimigos do povo por décadas.
Agora, tem que estar claro que o enquadramento dessa crise, nessa dimensão, dentro do conflito entre as distopias unilaterais e fracassadas, de direita e esquerda, ou seja, nos limites do embate liberalismo x estatismo, é a pior resposta ideológica e social possível.
É estupidez achar que vamos sair bem dessa crise tentando-se impor de lado a lado essas ideologias velhas e burras e os partidos corruptos e disfuncionais que as utilizam.
Mas, como é que vamos conseguir romper com essa estrutura ideológica e política viciante e inepta e ao mesmo tempo dar um passo para superar o sistema de poder político, jurídico, midiático e empresarial corrupto, mafioso que nos governa há séculos?
Bom, eu entendo que agora ou vamos para o conflito continuado e acentuado, ou vamos encontrar uma saída social e institucional que nos permita sair disso para melhor.
E essa melhor alternativa, dentro do sistema atual, mas tb já fora desse sistema, dando um passo realmente além dele, eu visualizo na realização de uma NOVA CONSTITUINTE.
Numa nova Constituinte de fato as forças antagônicas que hoje realmente se dilaceram no imaginário e na realidade da vida social no nosso país, terão que se resolverem de algum modo para estabelecermos uma nova estrutura legal e institucional para o futuro próximo.
Vejam que, pelo arranjo de forças político atual. as alternativas a isto, no presente, são a imposição de reformas antipopulares, conduzidas por bandidos. Ou a simples resistência às reformas. Ou seja, o conservadorismo, a manutenção da insustentável situação atual.
Então porquê não arriscar um passo adiante, de verdade?
Pelo menos tentar mudar esse sistema corrupto, opressor e antisocial de verdade.
Para isso, dentro dos limites do sistema democrático, existe a possibilidade da CONSTITUINTE INDEPENDENTE E AUTÔNOMA. A Constituinte convocada exclusivamente para isto. Independente do Parlamento de ratos e psicopatas. Cidadãos eleitos exclusivamente para a reforma do sistema. Não parlamentares em suas estruturas políticas corruptas, em seus partidos-quadrilhas, como foi a última. E ainda melhor, estamos na era digital, essa Constituinte poderá ser muito mais aberta e permeável ao diálogo constante com a sociedade do que foi a última....
quarta-feira, 7 de junho de 2017
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Evolução do Índide de Gini do Brasil até 2015
Evolução
do Ìndice de Gini do Brasil
(mede
desigualdade social de renda – 0 seria a perfeita igualdade e 1 a
perfeita desigualdade)
Anos 80 – 90
= 0,59 – 0,64 > Níveis
extremamente elevados de desigualdade, com
extremos de pobreza e miséria, herdados da ditadura
militar. Caraterísticos de países pobres e
ditatoriais.
Início dos 2000
2001 0,593
2004 0,570
Período Atual
2012 0,505 –
0,526
2013 0,495 –
0,501> 0,500 = nível do pré 64, também após ciclo de redução
da desigualdade.
2014 0,490 – 0,497
2014 0,490 – 0,497
2015 0,485 –
0,491
Em setembro de 2014,
apesar da recessão e da inflação já darem as caras com firmeza, o
rendimento da classe mais pobre (os 10% mais pobres) subiu 4,1%,
aumento muito maior do que todas as outras classes. A renda média
nesse grupo atingiu 256 reais. A renda das classes mais ricas estava
praticamente estagnada ou já em queda.
Em 2015 a renda
média cai. Mas o índice de Gini continuou a diminuir.
Em 2016 veio o
impitima do governo petista. Período de novo aprofundamento da
recessão.
Ainda não temos os dados do ano, mas parece bem razoável apostar na continuidade de queda da renda média. Também é provável a estagnação ou já uma reversão da queda do índice de Gini, ou seja, aumento da desigualdade social, com aumento da pobreza, da miséria, da violência social, da guerra civil não declarada que vivemos no país.
Ainda não temos os dados do ano, mas parece bem razoável apostar na continuidade de queda da renda média. Também é provável a estagnação ou já uma reversão da queda do índice de Gini, ou seja, aumento da desigualdade social, com aumento da pobreza, da miséria, da violência social, da guerra civil não declarada que vivemos no país.
E parece bem
razoável também, apostar que essa é a tendência para os próximos
anos a se considerar as medidas do governo e do parlamento atuais.
Será o fim do ciclo
de queda da desigualdade social, com redução da pobreza e da
miséria no país, inciado no fim do segundo governo FHC.
Em resposta a esse
ciclo de socialdemocratização da sociedade brasileira e à
recessão, foi dado o golpe parlamentar no governo central e parece
ter se instituído um acordo social e político suficiente para, em
todos os campos, retirar recursos das classes mais pobres e perdoar
dívidas ou reduzir encargos dos detentores de capital e dos próprios
governos. Ou seja, transferir renda dos setores mais pobres da
sociedade para os empresários e para o estado. A aposta deles é que
isso vai resultar em novo ciclo de desenvolvimento econômico. Mas
isso pode resultar em novo ciclo de desenvolvimento voltado para o
mercado externo apenas, não é? Pois o mercado interno está e será
ainda mais restringido pela queda da renda na massa da população,
iniciada pela recessão e pela inflação e que será aprofundada com
as reformas que tomam renda justamente das classes média baixa e
baixa.
Vamos lembar que no
fim do ciclo anterior, veio a ditadura militar e gastamos 50 anos
para chegar novamente em um índice de Gini abaixo de 0,5. O que
ainda significa algo muito alto em termos de desigualdade e, para
um país com a renda média brasileira, representa ainda,
necessariamente, a presença de grandes contingentes populacionais
vivendo na pobreza extrema, na miséria e na marginalidade.
Minha melhor expectativa no presente é a continuidade e a progressão do conflito social intenso em que estamos.
Minha melhor expectativa no presente é a continuidade e a progressão do conflito social intenso em que estamos.
terça-feira, 2 de maio de 2017
É MERDA PRA TODO LADO!
Estive
poucos dias atrás em São Luís, no Maranhão. E o que vou falar não é uma ofensa
a qualquer cidadão do Estado. Fui lá fazer um trabalho, fazer o que tem que ser
feito e fui muito bem recebido e acolhido. Curti a praia quando tive tempo
livre e até bati uma bola com os moleques na areia, coisa que não fazia há uns 10 anos. E, enfim, o que vale para o Maranhão vale para todos nós.
Eu chego no hotel e vejo na capa do jornal, em destaque, bem no centro: A
COLUNA DO SARNEY. Eu juro que tomei um susto. E pior, era contra a greve geral
do dia 28, acusando-a de ser uma tática comunista fracassada. E eu, com um
tremendo nojo, revirando meu estômago, pensava: o que é que um parasita, um
verme desses, tem de autoridade para falar de greve de trabalhadores. É absurdo
e explícito demais, não é? E então eu começo a lembrar e sou logo lembrado pelo
atendente do hotel que Sarney, esse bandidinho escroto, de quinta categoria, é
O DONO DE TODOS OS MAIORES VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO MARANHÃO. E então ele pode realmente, muito bem, e por que
não, dar lição de moral, enganar, ameaçar e intimidar os trabalhadores.
Sarney é o dono dos principais veículos de comunicação no Maranhão, o preposto da Globo no estado. E todos os políticos importantes do BR dos últimos tempos foram beijar a mão do parasita, do verme sanguessuga. Isso é um parênteses... mas não é pouco, né?
Enfim, saio para a praia e vejo que em vários pontos o banho é impróprio e constato o óbvio: é o esgoto que é despejado ali mesmo, junto da praia, a céu aberto.
Sarney é o dono dos principais veículos de comunicação no Maranhão, o preposto da Globo no estado. E todos os políticos importantes do BR dos últimos tempos foram beijar a mão do parasita, do verme sanguessuga. Isso é um parênteses... mas não é pouco, né?
Enfim, saio para a praia e vejo que em vários pontos o banho é impróprio e constato o óbvio: é o esgoto que é despejado ali mesmo, junto da praia, a céu aberto.
terça-feira, 11 de abril de 2017
Sobre a moral de Cristo e a moral humana
Ao fim, sendo preciso, os evangelhos dão conta de duas proposições éticas ou morais, duas orientações ou princípios, claramente declarados por Jesus, o ungido. E talvez exatamente, ungido no óleo de maconha (kaneh bosm, a erva, cana ou junco aromático do exodus 30:23). Mas isso não importa agora.
Jesus então declarou, segundo os evangelhos, dois, e apenas dois, princípios morais para nortearem as vidas humanas: a generosidade plena e o casamento monogâmico exclusivo, com o divórcio como recurso, em caso de adultério.
Quanto ao casamento cada um que julgue pelo seu, pelos seus desejos e pela própria vida.
Mas e quanto à generosidade cristã. Que dizer dela? É o coração do cristianismo, a proposta, a projeção de uma generosidade plena: o amor, o amor incondicional de cristo é o ideal moral do cristão. Pois essa é a única regra que seu mestre ensinou. Seja generoso em tudo, seja generoso sempre, especialmente com os menos favorecidos na sociedade, com os excluídos e oprimidos, com as crianças, as prostitutas, os dementes, os doentes, os pobres, os desvalidos. Seja generoso também com os estranheiros e com os diferentes, o amor de Cristo é universal.
Não se discute a importância dessa moral. expressa mesmo na extensão do domínio do cristianismo ainda hoje sobre mentes e corações em toda a terra. Nem se ignora as suas qualidades. Não somos nietszchenianos. Jesus estava certo, sem generosidade e respeito a vida humana é triste, miserável e curta, é a guerra de todos contra todos, como pintou Hobbes. E estava ainda mais certo em abraçar a todos nessa irmandade, tnto o estrangeiro como o estranho, todos podemos nos congr3essar na comunidade humana para o benefício geral. E também estava certo o Cristo em nos ensinar a ter especial atenção com aqueles que são, por algum motivo, excluídos e oprimidos na sociedade, se reconhecemos e recuperamos a dignidade humana nessas pessoas, até então rebaixadas, então é a dignidade de todos que se eleva.
Mas não somos cristãos, de modo algum. Justamente, ao contrário, identificamos no cristianismo uma moral falha e perversa, uma moral irresponsável e hipócrita, que alimenta, com certeza, as barbáries que se fazem em nome do Deus humano dos judeus.E onde está a falha, a perversão e a hipocrisia inerentes à moral cristã? Precisamente onde ela parece mais superior, no seu coração divino mesmo, no amor universal cristão, na generosidade absoluta que Jesus propõe.
Como dizia o filósofo, o mestre original de todos nós, Heráclito, tudo o que existe, existe em medidas. E Cristo propõe justamente o amor ilimitado, a generosicdade absoluta que não julga, que não condena jamais, que a tudo perdoa, que dá a outra face ao agressor injusto e entrega ao ladrão mais do que ele te pediu. A generosidade absoluta, o amor absoluto de Cristo, essa é justamente a farsa, a perversão e a hipocrisia do cristianismo. E é por isso que elas se alojam no coração mesmo da doutrina de Cristo e não em excessos ou faltas dos cristãos.
Na verdade a doutrina de Jesus é essencialmente imoral, pois nos ensina a fugir da responsabilidade que temos de avaliar e nos posicionarmos de modo justo diante dos outros. Não podemos ser generosos sempre e nem com todos. Todo mundo sabe disso. É mais do que óbvio que se eu der a outra face para quem me violenta injustamente e se eu entregar ao bandido ainda mais qo que ele veio me roubar eu estou é sustentando e dando força para a opressão e a exploração. É isso mesmo, seguir Cristo é fugir da sua responsabilidade humana, é ser irresponsável e essencialmente imoral.
Isso resulta nas duas posições de complementariedade e absoluta adequação à situação de dominação e opressão que marcam os cristãos:
De um lado o bandido hipócrita, o violentador, o abusador, o opressor e explorador que conta seguro com o perdão absoluto de Cristo para, tranquilamente, seguir em vida seu caminho de opressão e violência contra os outros. Basta, para ser perdoado, rezar de vez em quando, pedir perdão a Deus e pronto... Nada é impossível ao cristão e tudo a ele será perdoado.
De outro lado o violentado, o dominado, o oprimido, o sem chances e sem perspectivas que, no entanto, se resigna absolutamente num eterno dar a outra face, compensado pela esperança na redenção após a morte.
Quando um discípulo foi até Confúcio perguntando se deveria ser generoso com quem era injusto com ele, o mestre respondeu: "Ora, mas então o que vc será com que for generoso contigo? Não, meu caro, seja generoso com quem for generoso com você e justo para com que for injusto com vc!"
Entendeu? Essa pe uma ética humana, centrada e responsável. Seja justo co quem for injusto com vc. Nada da frouxidão falsa e hipocrita do cristianismo, nem a barbárie da vingança ou da violência sem medidas. Nada disso, Confúcio reconhece a responsabilidade de todos nós em julgar e nos posicionar justamente diante dos outros. É uma moral humana, que promove a autonomia, a capacidade e a responsabilidade de cada um de nós. A moral cristã, ao contrário, nos rouba tudo isso.
Abre o teu olho cidadão...
Jesus então declarou, segundo os evangelhos, dois, e apenas dois, princípios morais para nortearem as vidas humanas: a generosidade plena e o casamento monogâmico exclusivo, com o divórcio como recurso, em caso de adultério.
Quanto ao casamento cada um que julgue pelo seu, pelos seus desejos e pela própria vida.
Mas e quanto à generosidade cristã. Que dizer dela? É o coração do cristianismo, a proposta, a projeção de uma generosidade plena: o amor, o amor incondicional de cristo é o ideal moral do cristão. Pois essa é a única regra que seu mestre ensinou. Seja generoso em tudo, seja generoso sempre, especialmente com os menos favorecidos na sociedade, com os excluídos e oprimidos, com as crianças, as prostitutas, os dementes, os doentes, os pobres, os desvalidos. Seja generoso também com os estranheiros e com os diferentes, o amor de Cristo é universal.
Não se discute a importância dessa moral. expressa mesmo na extensão do domínio do cristianismo ainda hoje sobre mentes e corações em toda a terra. Nem se ignora as suas qualidades. Não somos nietszchenianos. Jesus estava certo, sem generosidade e respeito a vida humana é triste, miserável e curta, é a guerra de todos contra todos, como pintou Hobbes. E estava ainda mais certo em abraçar a todos nessa irmandade, tnto o estrangeiro como o estranho, todos podemos nos congr3essar na comunidade humana para o benefício geral. E também estava certo o Cristo em nos ensinar a ter especial atenção com aqueles que são, por algum motivo, excluídos e oprimidos na sociedade, se reconhecemos e recuperamos a dignidade humana nessas pessoas, até então rebaixadas, então é a dignidade de todos que se eleva.
Mas não somos cristãos, de modo algum. Justamente, ao contrário, identificamos no cristianismo uma moral falha e perversa, uma moral irresponsável e hipócrita, que alimenta, com certeza, as barbáries que se fazem em nome do Deus humano dos judeus.E onde está a falha, a perversão e a hipocrisia inerentes à moral cristã? Precisamente onde ela parece mais superior, no seu coração divino mesmo, no amor universal cristão, na generosidade absoluta que Jesus propõe.
Como dizia o filósofo, o mestre original de todos nós, Heráclito, tudo o que existe, existe em medidas. E Cristo propõe justamente o amor ilimitado, a generosicdade absoluta que não julga, que não condena jamais, que a tudo perdoa, que dá a outra face ao agressor injusto e entrega ao ladrão mais do que ele te pediu. A generosidade absoluta, o amor absoluto de Cristo, essa é justamente a farsa, a perversão e a hipocrisia do cristianismo. E é por isso que elas se alojam no coração mesmo da doutrina de Cristo e não em excessos ou faltas dos cristãos.
Na verdade a doutrina de Jesus é essencialmente imoral, pois nos ensina a fugir da responsabilidade que temos de avaliar e nos posicionarmos de modo justo diante dos outros. Não podemos ser generosos sempre e nem com todos. Todo mundo sabe disso. É mais do que óbvio que se eu der a outra face para quem me violenta injustamente e se eu entregar ao bandido ainda mais qo que ele veio me roubar eu estou é sustentando e dando força para a opressão e a exploração. É isso mesmo, seguir Cristo é fugir da sua responsabilidade humana, é ser irresponsável e essencialmente imoral.
Isso resulta nas duas posições de complementariedade e absoluta adequação à situação de dominação e opressão que marcam os cristãos:
De um lado o bandido hipócrita, o violentador, o abusador, o opressor e explorador que conta seguro com o perdão absoluto de Cristo para, tranquilamente, seguir em vida seu caminho de opressão e violência contra os outros. Basta, para ser perdoado, rezar de vez em quando, pedir perdão a Deus e pronto... Nada é impossível ao cristão e tudo a ele será perdoado.
De outro lado o violentado, o dominado, o oprimido, o sem chances e sem perspectivas que, no entanto, se resigna absolutamente num eterno dar a outra face, compensado pela esperança na redenção após a morte.
Quando um discípulo foi até Confúcio perguntando se deveria ser generoso com quem era injusto com ele, o mestre respondeu: "Ora, mas então o que vc será com que for generoso contigo? Não, meu caro, seja generoso com quem for generoso com você e justo para com que for injusto com vc!"
Entendeu? Essa pe uma ética humana, centrada e responsável. Seja justo co quem for injusto com vc. Nada da frouxidão falsa e hipocrita do cristianismo, nem a barbárie da vingança ou da violência sem medidas. Nada disso, Confúcio reconhece a responsabilidade de todos nós em julgar e nos posicionar justamente diante dos outros. É uma moral humana, que promove a autonomia, a capacidade e a responsabilidade de cada um de nós. A moral cristã, ao contrário, nos rouba tudo isso.
Abre o teu olho cidadão...
sexta-feira, 31 de março de 2017
A primeira vez que eu fumei a changa,
A primeira vez que eu fumei a changa,
me apareceu a sensação forte de um transporte para o além, mas eu me segurei nos calcanhares mantendo-me fiel à doutrina de que eu não estou no além, jamais, mas apenas aqui mesmo, sempre. E então a viagem voltou para mim mesmo e cheguei à conclusão tranquila e equilibrada de que é tudo pelo meu ego mesmo.
Vou lhes dizer porque isso pode ser tranquilo e equilibrado e não a força disruptiva e desequilibrada do egoísmo. Por analogia ou por identidade mesmo, pode-se dizer do ego, como do gene, que ele quer se perpetuar.Mas não na biologia da espécie, e sim de forma histórica, na cultura, é nela que o ego se perpetua.
E assim já não estamos mais no universo do egoísmo. Mas certamente, para mim, assim como para você, de um modo decisivo em nossas vidas, continua tudo sendo pelo ego.
Sou egoísta, então? Mas certamente eu me reconheço como mais generoso e mais tolerante do que grande parte das pessoas, a maior parte, eu diria.
E agora? Não sou egoísta, de modo algum então. Mas realmente faço tudo pelo meu ego.
E fiquei em paz com isso desde então.
me apareceu a sensação forte de um transporte para o além, mas eu me segurei nos calcanhares mantendo-me fiel à doutrina de que eu não estou no além, jamais, mas apenas aqui mesmo, sempre. E então a viagem voltou para mim mesmo e cheguei à conclusão tranquila e equilibrada de que é tudo pelo meu ego mesmo.
Vou lhes dizer porque isso pode ser tranquilo e equilibrado e não a força disruptiva e desequilibrada do egoísmo. Por analogia ou por identidade mesmo, pode-se dizer do ego, como do gene, que ele quer se perpetuar.Mas não na biologia da espécie, e sim de forma histórica, na cultura, é nela que o ego se perpetua.
E assim já não estamos mais no universo do egoísmo. Mas certamente, para mim, assim como para você, de um modo decisivo em nossas vidas, continua tudo sendo pelo ego.
Sou egoísta, então? Mas certamente eu me reconheço como mais generoso e mais tolerante do que grande parte das pessoas, a maior parte, eu diria.
E agora? Não sou egoísta, de modo algum então. Mas realmente faço tudo pelo meu ego.
E fiquei em paz com isso desde então.
sábado, 18 de março de 2017
Não confie no mercado e não confie no estado
Abre o olho cidadão!
Te enganam e te roubam todos os dias e de todos os lados.
Eu falo isso toda hora e você não quer ouvir.
Mas ainda, e sempre, tá na hora de reagir.
Te enganam e te roubam todos os dias e de todos os lados.
Eu falo isso toda hora e você não quer ouvir.
Mas ainda, e sempre, tá na hora de reagir.
Não confie no mercado e não confie no estado. Deixa de ser otário e não confie no empresário, nem no funcionário.
Não confie na polícia, nem na justiça, não confie no soldado nem no delegado. Não confie no juiz que te julga nem no médico que te orienta. Muitos são psicopatas que querem comer o seu fígado com um bom molho de pimenta.Abre o olho cidadão e não confie em religião. "Lá da frente o pastor grita que é pra todo mundo ouvir: não tem dinheiro? Traz o seu cartão aqui..." Não confie em padre, não confie em igreja, não confie em empresa e não confie na imprensa.
Não confie na polícia, nem na justiça, não confie no soldado nem no delegado. Não confie no juiz que te julga nem no médico que te orienta. Muitos são psicopatas que querem comer o seu fígado com um bom molho de pimenta.Abre o olho cidadão e não confie em religião. "Lá da frente o pastor grita que é pra todo mundo ouvir: não tem dinheiro? Traz o seu cartão aqui..." Não confie em padre, não confie em igreja, não confie em empresa e não confie na imprensa.
Antes de cair nessas armadilhas, para e pensa.
Você só tem a você mesmo e a quem está do seu lado. Busque o seu irmão e com ele se associe, organize-se em grupos de autodefesa, com aqueles que têm a mesma condição.
E valorize quem a sociedade e você próprio põem pra baixo. Ele é como vc, seu capacho. Então lhe dê a mão e reaja. E defendam-se sempre, como vocês puderem, com as armas que tiverem!
Você só tem a você mesmo e a quem está do seu lado. Busque o seu irmão e com ele se associe, organize-se em grupos de autodefesa, com aqueles que têm a mesma condição.
E valorize quem a sociedade e você próprio põem pra baixo. Ele é como vc, seu capacho. Então lhe dê a mão e reaja. E defendam-se sempre, como vocês puderem, com as armas que tiverem!
quarta-feira, 15 de março de 2017
Quero mudar o nome deçaporra de Brasil pra Favela.
Quero mudar o nome deçaporra de Brasil pra Favela.
É tudo planta mesmo.
Só que uma simboliza a expropriação e exploração do território e a outra a ocupação popular do território.
Somos todos favelados. O Brasil é Favela.
Quem sabe assim o povo do país se autoreconheça e se aproprie do que é seu?
Veja bem, aqui no Brasil, no território da exploração e da expropriação sem fim, tudo é para ser destruído, avacalhado, roubado e sacaneado.
Morei na zona sul de BH, nos bairros nobres da cidade e com o tempo meus filhos não podiam mais sair na rua sem serem assaltados. É o espaço coletivo que nos resta no Brasil. Atravessado pela violência de todas as maneiras.
Agora moro na região da Pampulha, que já foi nobre e agora é podre, onde já foi um lago lindo e um espaço público para as pessoas passearem e nadarem e praticarem outros esportes na água, hoje é um grande esgoto a céu aberto, que fede e acumula mosquitos, É o espaço coletivo que nos resta no Brasil. Destruído, sucateado, sacaneado, o tempo todo.
Até onde o dinheiro e o poder de compra nos levam? Aos bairros nobres, aos condomínios fechados, aos helicópteros e às ferraris, aos iates, às motos e ás mulheres lindas. E então você ama o Brasil, porque aqui isso é possível! Ok. Mas eu moro na Favela. Eu uso as vias públicas pra me locomover. Eu vou aos mercados e ao centro da cidade para fazer minhas compras..Eu pago aluguel. Eu tenho filhos na universidade pública. Eu recolho previdência pública e pago juros de contas atrasadas e acertos com a receita federal. Então vamos fazer assim. Se você anda de helicóptero, tem jatinho, ferrari e mora em um condomínio fechado e é isento disso tudo, você é um brasileiro, você deve defender o seu país. Eu, do meu lado, acho que sou um favelado. E vou defender o meu.
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